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Invalidar uma ideia também é progresso

Uma das coisas que fiz nessa última semana foi compartilhar que estou começando um blog em uma comunidade que participo, junto com outras pessoas que também estão construindo produtos. E dentro desse mesmo grupo logo apareceu uma pessoa que se identificou como meu ICP, e foi a oportunidade perfeita para começar a etapa prática de validação através de entrevistas.

A entrevista, na verdade, não é uma entrevista comum onde você sai fazendo pergunta e o entrevistado apenas responde. Seguindo os princípios do The Mom Test, o objetivo não é perguntar se a pessoa gostaria de um app para resolver o problema — isso na verdade não serve para nada, porque normalmente as pessoas tendem a dizer que sim para não te deixar desmotivado com seu projeto. O que precisamos realmente fazer nessa fase é entender o problema da pessoa, como ela resolve isso hoje em dia e se já tentou algo antes. Dito isso, montei um roteiro simples para ter como base, e não para ler e a pessoa responder:

  • Perfil: (casal? solo? quantos pets? filhote/adulto?)
  • Como é a rotina: (como é o dia a dia com o pet?)
  • Divide com alguém? Como se combinam hoje?
  • Ferramenta atual: (WhatsApp, conversa, calendário)
  • Já tentou resolver? O que? Por que parou?

Com isso em mente, fiz algumas entrevistas e documentei tudo. A partir daí eu poderia categorizar os pontos mais citados, extrair os padrões e conseguir definir com precisão o ICP, o job to be done e o MVP.

Diferente do que eu esperava, cada conversa foi muito única — pais de pets têm rotinas muito diferentes entre si. Mas o grande padrão foi: ninguém sente essa dor de forma suficientemente forte para precisar de uma solução nova. Todo mundo que entrevistei falou que consegue resolver com o que já tem hoje em dia, através de conversa, lembretes no calendário, e isso funciona bem o suficiente para eles.

E isso não é uma derrota — pelo contrário. Imagina se eu tivesse construído o produto inteiro, investido tempo de trabalho e só então descoberto que ninguém ia usar kkkkkk (igual anteriormente 😅). O The Mom Test serve exatamente para evitar esse tipo de coisa. Se as pessoas resolvem o problema com o que já têm, não tem uma dor real para convencê-las a utilizar uma solução nova.

Agora tenho duas opções: pivotar dentro do nicho de pets, analisando se nas entrevistas surgiu alguma outra dor em comum que vale a pena explorar, ou buscar um novo problema do zero e recomeçar o processo novamente. Spoiler: já tenho uma nova direção em mente, conto no próximo post semana que vem 😜